Amor, yoga e meditação

               

                Reconheço o quanto sou privilegiada por levar uma vida cômoda e poder viajar e buscar ampliar minha consciência. Entendo que não dá para pensar em autodesenvolvimento quando se está preocupado em sobreviver. A luta pelo fim das desigualdades é contínua e acredito que nada é realmente bom se não for para todos. É necessário um movimento de auto responsabilização por tudo que está errado na nossa sociedade, começando por nós mesmos.

                Estar presente em cada momento da minha vida é algo que venho aprendendo a pôr em prática em todas as situações, viajando ou em casa. Aproveitar o agora, com atenção. Ter consciência de todos os meus atos, sempre, evitar os impulsos e agir com amor. Encarar cada acontecimento com positividade e tentar tirar proveito mesmo do que parece ser ruim. A única maneira de viver com sentido é colocar amor em tudo o que fazemos e em todas as nossas relações.

 

 

 

               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

               Quando eu aprendi a meditar, encontrei uma forma de silenciar todas as pressões e expectativas que vem de fora e escutar só o que pulsa aqui dentro. Apenas parando para dar atenção a nós mesmos podemos ter a chance de realmente nos conhecermos, e assim trazermos mais propósito para nossa vida.

                Corpo e mente precisam estar saudáveis. Cuidar do corpo com esportes e exercícios é uma delícia. Mas se atentar às nossas questões emocionais é igualmente importante. Na prática de yoga encontro esse cuidado mais profundo, que une corpo e mente na busca do equilíbrio. Viver em equilíbrio é encontrar uma relação harmoniosa entre todos os estímulos externos e internos, reagindo com tranquilidade e atuando com amor.

 

 

                Nesse ambiente competitivo e robotizado em que vivemos, em que tudo é mercadoria, inclusive nós, o amor próprio é um ato revolucionário. Uma vez me questionaram se em uma situação hipotética, quando eu morresse e chegasse ao céu, o que eu responderia quando deus me perguntasse: “por que não foste apenas Júlia?” E essa questão agora está presente nas minhas decisões. Quando tenho vergonha, medo de ser diferente ou me sinto estranha, desencaixada, eu paro e penso: eu sou apenas Júlia. Cada um de nós é perfeitamente único e nossa individualidade é o que temos de mais precioso. Por que não amar exatamente o que nós somos? Antes de tudo, esse é o amor mais forte e mais importante para cada pessoa.

             E quando reconhecemos no outro nossas angústias e desejos, enxergamos que todos passamos pelas mesmas dificuldades e provações e então substituímos a competição pela empatia.

             Assim como nós, que somos parte da natureza, toda a vida desse planeta merece o nosso amor. Pessoas, animais, plantas, água, terra, tudo isso é sagrado e precisa de cuidado e carinho. Chegamos a um estilo de vida destrutivo, insustentável, que está acabando com o planeta e deixando as pessoas doentes. É hora de olharmos ao redor e enxergarmos o que existe de bonito e saudável nessa vida e o que é apenas fruto de um sistema perverso e que necessita de uma transformação imediata. Cada ação nossa pode ser um passo na direção de uma vida melhor para todos.

            O universo é abundante, nosso planeta nos oferece tudo que necessitamos. Se pararmos de querer acumular e consumir desenfreadamente poderemos então escutar a natureza em sua plenitude. Contemplar com gratidão toda essa riqueza que nossos povos ancestrais cultuavam e da qual nós nos distanciamos.

            Quando cada pessoa do mundo se der conta do poder enorme que temos em mãos, das possibilidades infinitas que podemos criar, de como uma vida diferente é possível, juntos poderemos devolver o equilíbrio aos nossos corpos, sociedade e planeta.

               

 

 

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