Tudo sobre a mochila

 

 

 

          Antes de começar um mochilão temos a importante tarefa se escolher qual será essa tal mochila, que vai ser nossa companheira. Depende muito do estilo de viagem, para onde vamos, as condições climáticas e o tempo que vamos ficar, mas acredito que a escolha da mala deve ser condicionada acima de tudo pelo tipo de viajante que você é. Cada um tem seus critérios do que é imprescindível e do que não vai fazer falta, e a questão principal é julgar se o peso de cada coisa vale a pena ser carregado.

         A minha escolha, para quase qualquer viagem, é uma mochila de 40L. Para muita gente parece pequena demais e impraticável, mas eu considero esse o tamanho ideal para mim e, acredite, cabe tudo lá dentro. Já viajei com ela para o frio e o calor, acampando, por um final de semana ou por 3 meses e também poderia viajar por um ano, pois carrego todo o essencial, só varia a quantidade de vezes que tenho que lavar a roupa. Consigo andar bastante com ela e fazer trilha aguentando o peso mesmo quando está super cheia.

         Se você está em dúvida de quantos litros tem que ter o seu mochilão a minha dica é, a menos que tenha que levar muito equipamento específico, para neve, acampamento ou escalada por exemplo, não compre um muito grande, pois quando estiver cheio vai ter um peso difícil de aguentar e que não vai valer a pena. Quanto menor a mochila, mais confortável você vai ficar para poder percorrer longas distâncias, usar transporte público e pegar caronas.

        Já peguei ônibus lotado no Rio e metrô na hora do rush em Santiago com a minha mochila. Não foi muito agradável e eu acabei empurrando um pouco as outras pessoas. Podia ter me organizado melhor para viajar em horários mais vazios, ou ido de táxi, mas a questão é que eu me sinto totalmente confortável com a minha mochila e quando surgem essas situações não é nenhum problema.

        O ideal, antes de viajar, é testar encher a mala e ver se você consegue carrega-la por um tempo razoável. Esses mochilões têm uma estrutura rígida na parte das costas e uma infinidade de ajustes. Usá-los da maneira correta vai ajudar muito sua postura e conforto. É importante prender todos os fechos e deixar a mochila bem justinha em você, apoiada no quadril, da maneira que se sentir mais confortável, sem ter que forçar tanto os ombros.

         Uma característica bem importante para mim são os vários zíperes e bolsos. Eles facilitam muito a vida! Por mais que nos organizemos antes, sempre acabamos tendo que pegar alguma coisa que está enfiada lá no fundo da mala, por isso ela tem que ter praticidade para você acessar qualquer parte sem ter que tirar tudo que está em cima.

         Depois de escolher a sua mochila, o mais importante é saber arrumá-la. O que realmente precisamos levar? Eu costumo separar tudo o que eu quero, então vou eliminando o que não é tão útil ou imprescindível. Algumas peças básicas e pequenas levo várias, já calça jeans, casaco e outras coisas volumosas levo o mínimo possível. Se for para o frio e o calor, escolho peças que podem ser vestidas em camadas, assim a mesma blusa que uso quando não está muito frio, vou usar por baixo de um casaco maior quando a temperatura cair.

         O importante é não pecar pelo excesso nem pela falta. Levar o mínimo de roupa não quer dizer economizar tanto que se uma sujar e a outra molhar você vai ficar sem nada para usar. Calcule mais ou menos de quanto em quanto tempo você pretende lavar roupa. E durante a viagem não se preocupe em repetir muitas vezes o mesmo traje. Para bastante tempo costumo levar umas 10 blusinhas, um casaco médio e um forte, uma calça jeans, duas leggins, dois shorts.

         Na hora de organizar, o ideal é deixar as peças de menos uso por baixo e o que você vai precisar toda hora nos bolsinhos. Coloco as roupas empilhadas no meio e peças pequenas como calcinhas, meias, biquíni, luvas, gorro, boné, canga e capa de chuva nas laterais. Por cima vai a nécessaire, a toalha e o pijama. Vou vestindo o maior calçado e levo uma opção de tênis e chinelos encaixados da maneira que der. Nos bolsos não podem faltar papel higiênico, garrafinha de água e lanche, celular, carregador e fone, adaptador de tomada, lanterna, canivete, saquinhos para roupa suja e molhada, livro, papel e caneta.

         Coisas penduradas para fora da mala não são nada práticas, ficam esbarrando e enganchando em tudo, além de acabarem imundas. Só prendo para fora o que não cabe mesmo, colchão, saco de dormir e barraca. Esses itens são bem pesados, então é preciso pensar onde coloca-los para não desequilibrar totalmente a sua mochila.

          Na hora de viajar de ônibus ou avião, muita gente prefere levar o mochilão como mala de mão. É uma maneira de mantê-lo aos seus cuidados e evitar perdas e maus tratos. Já eu prefiro sempre despachar, assim não tenho que me preocupar em não levar nada cortante ou líquido. E no ônibus também escolho o bagageiro, assim fico mais tranquila com as minhas coisas sob responsabilidade da empresa e posso viajar sem me preocupar. Mas agora que as companhias aéreas estão cobrando para despachar, tenho levado a mala na mão, o mochilão de 40L tem o tamanho certinho.Coloco sempre cadeado prendendo os zíperes fechados e não deixo nada de valor no mochilão, apenas cartões e documentos reserva.

          Na mão vai a mochilinha de ataque. De preferência uma que caiba dentro do mochilão para não ter que carregar as duas ao mesmo tempo. Essa mochila é a que vai ser usada no dia a dia, quando não estivermos indo de um destino para outro. Nela eu carrego sempre os mapas, documentos, cartão e dinheiro. Também uso aquela bolsinha de dinheiro que vai por baixo da calça e dá um pouco mais de segurança. Outra coisa útil que costumo levar é uma daquelas sacolas retornáveis. Assim, em último caso, quando não está cabendo tudo na mala, alguma coisa vai na sacola. 

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