Tudo sobre fronteiras - documentos, vacinas e carimbos

 

           Antes de viajar para um país é imprescindível pesquisar se é necessário ter visto e quanto tempo você pode ficar. Para os países da América do Sul, nós brasileiros não precisamos nem de passaporte, podemos viajar só com o RG, mas também temos limite de permanência. Já para os Estados Unidos, por exemplo, precisamos começar o processo para conseguir o visto muito antes da viagem, então é bom se programar. Cada país tem suas regras específicas e segui-las atentamente é crucial para a sua viagem dar certo. Imagine chegar ao destino e não poder entrar por problemas nos documentos. Muita gente passa por isso e tem que voltar antes mesmo de começar a viagem.

           Os documentos devem ser sempre os originais e dentro do prazo de validade. Para o passaporte, alguns países pedem que esteja até 6 meses antes do vencimento. E o RG, apesar de não ter validade, deve ser trocado a cada 10 anos. Se você tiver seus documentos roubados em outro país, terá que ir ao consulado brasileiro solicitar novos. Tenha sempre cópias guardadas com você em lugares diferentes para facilitar o processo.

           Ao chegar a um novo país, é muito importante que sua entrada seja registrada, e é você quem deve garantir isso. Passando pela imigração em um aeroporto, é bem difícil que você passe despercebido ou que seu passaporte não seja carimbado, mas algumas fronteiras não são tão controladas assim. Muitas vezes em viagens de ônibus os passageiros nem descem e há serviços de imigração que ficam em pequenas casinhas na estrada no meio do nada, onde daria para passar reto, mas quem deve fazer questão de regularizar a situação é você. É sua responsabilidade garantir que tudo esteja certo. Sempre guarde os comprovantes entregados e confira se o seu passaporte foi bem carimbado.

           Se a sua entrada não for devidamente registrada, e você não tiver provas disso, sua saída do país pode ser bem complicada. A falta de um carimbo ou daqueles papeizinhos entregues na imigração podem ser suficientes para te impedirem de embarcar de volta para o Brasil em um aeroporto. Para regularizar a situação, além do pagamento de taxas e toda a dor de cabeça, você muito provavelmente já vai ter perdido seu voo.

           Passar na imigração é sempre um momento tenso. As vezes passamos direto, outras vezes fazem perguntas sobre nosso destino, hotel e tempo que vamos ficar. É bom ter todas as informações certinhas para esclarecer qualquer questão. O ambiente da polícia federal é opressor e as diferenças de idioma podem complicar a situação, mas nada que não seja resolvido com calma e paciência se você estiver com a documentação necessária.

           Para alguns destinos existem vacinas obrigatórias e é necessário ter o certificado internacional de vacinação emitido pela Anvisa. É possível solicita-lo pela internet. Fui viajar sem o meu e consegui retira-lo na embaixada brasileira do Chile para poder ir para a Bolívia. Nem sempre vão pedir para ver seu comprovante, mas é muito arriscado viajar sem ele.

           Ao cruzar uma fronteira, além da imigração temos que passar também pela aduana. Existem produtos que são proibidos de entrar em certos países, como alimentos frescos ou substâncias ilegais. Não se arrisque nem se desatente para evitar altas multas e problemas com a polícia. Importações também podem ser taxadas quando superam os limites estabelecidos. Normalmente as bagagens são fiscalizadas por raio x ou cachorros e se houver alguma suspeita também são examinadas pessoalmente.

           Cruzar fronteiras é quase sempre um processo demorado, podendo levar horas. Reserve um bom tempo para isso e encare a situação com tranquilidade.

 

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