Santiago – entre as cordilheiras

  

Quando ir: o ano todo. No inverno para ver neve nas montanhas.

 

Quantos dias ficar: uma semana para conhecer os principais atrativos da cidade e arredores.

 

Como chegar: Santiago é a capital do país e fica em uma região central, recebendo voos internacionais e ônibus de todos os lados. Você pode ir de avião ou de ônibus desde Pucón ou Atacama. E uma viagem lindíssima é a travessia de ônibus de Santiago a Mendoza, na Argentina.

 

O que fazer: conhecer o centro histórico e seus museus, subir no Cerro Santa Lucia e no San Cristobal, visitar Valparaíso e Viña del Mar, fazer um tour para as cordilheiras.

 

Onde ficar: próximo de algum metrô no centro ou nos bairros mais agradáveis ao redor, Lastarria ou Bellavista (onde se concentram universitários e festas).

 

Transporte: o transporte público é bem eficiente em Santiago e dá para ir pra todos os lados de metrô. É necessário comprar um cartão para carregar com o valor das passagens, mas se for usar poucas vezes peça para alguém passar para você. Evite os horários de pico. Existem vários terminais diferentes de onde saem os ônibus de viagem, é necessário se atentar a essa informação.

 

Comida: Santiago foi um dos lugares em que eu mais encontrei opções vegetarianas e veganas na América do Sul. Na alimentação chilena se usa muita “palta” (abacate), que é uma delícia. Eles têm costume de comer diversos tipos de cachorro quente e alguns se pode pedir com carne de soja. Uma gostosa bebida típica é o “mote com huesillos”, feita com pêssego em calda.

 

Dinheiro: leve seus reais e troque por pesos chilenos em algumas das muitas casas de câmbio da rua Agustinas. Cartões de crédito também são bem aceitos. Nas ruas, 1000 pesos chilenos são uma “luca”.

 

Clima: bem quente e seco no verão, frio e chuvoso no inverno.

 

 

          Santiago é uma cidade grande deliciosa, capital arborizada, contornada pelas cordilheiras. A maioria das áreas de interesse se distribui ao redor do Rio Mapocho, que recebe projeções e luzes durante a noite e tem suas margens transformadas em parques lotadas de ciclistas durante o dia. Os chilenos falam um espanhol super característico, com gírias como “si po” e “cachai” no meio das conversas.

          O lado ruim de ficar entre montanhas é que a poluição não vai embora e a cidade sofre com a “contaminacion”, visível no horizonte. O país também teve seu 11 de setembro, quando se instaurou a ditadura de Pinochet, e a lembrança dessa época terrível vive forte nos chilenos, transformada em resistência e luta.

 

Santiago dia a dia

 

Dia 1 – terça - Centro

          Comece sua visita a Santiago em uma imersão de cultura e história a pé pelo centro da cidade. Na Plaza de Armas, visite o Museu histórico nacional e depois o Museu de arte pré colombino. Siga até a Plaza constitución para ver o Palácio La moneda e depois para o Centro Cultural que fica atrás. Caminhe pela avenida O’Higgins até o Cerro Santa Lucia, onde se pode subir para observar a vista e visitar o Mercado de artesanato do outro lado da rua. Termine seu passeio pelo simpático bairro Lastarria.

 

 

 

Dia 2 – quarta - Bellavista

          Visite os mercadões de Santiago de acordo com seu gosto, o Mercado Central é bem turístico e os Mercados de flores e frutas são onde realmente os chilenos compram (metrô Puente Cal y Canto). Siga caminhando pelas áreas de parque ao lado do Rio Mapocho até o Museu de Bellas Artes e depois à icônica Plaza Italia. O bairro Bellavista reúne muitos jovens, ali visite o Pátio Bellavista, a antiga casa de Pablo Neruda e depois suba de funicular no Cerro San Cristobal, enorme parque com lindas vistas.

 

 

 

Dia 3- quinta - parques

          Distante do centro, o Pueblito los Dominicos (metrô Los domínicos) é uma grande feirinha de artesanatos. A região é bem diferente da central e passando pelos parques Araucano e Bicentenário, você vai ver áreas residenciais chiques e muitos prédios modernos misturados às construções históricas, até chegar ao Shopping Costanera, onde está o mirante mais alto da América Latina. De lá, siga também até o Parque das Esculturas.

 

 

 

Dia 4 – sexta - museus

          Para entender um pouco da forte conexão dos chilenos com a sua história visite o Museu da memória e dos direitos humanos (descer no metrô Quinta normal), aproveite para passear no parque Quinta Normal, em frente, e entre também no Museu de história natural.

 

Dia 5 – sábado - Valparaíso e Viña de Mar

          É possível fazer um bate e volta de Santiago para Valparaíso e Viña del Mar, dividindo o dia entre as duas cidades. Para aproveitar um pouco mais o ideal é dormir em alguma delas. Os ônibus de viagem saem do Terminal Pajaritos (metrô Pajaritos) e demoram 2h. Chegando lá, dá para ir de uma cidade para a outra de ônibus ou metrô.

          Viña del Mar é uma cidade de praia, boa para quem quer dar um mergulho no Oceano Pacífico. Lá também há um Moai original trazido da Ilha de Páscoa, que fica na frente do Museu Fonck.

          Valparaíso é uma das cidades mais populosas do Chile e sede de seu poder legislativo. Em uma caminhada pelo centro é possível observar o porto, a diversidade de casinhas coloridas e grafites, e subir pelos ascensores ao topo das muitas ladeiras.

 

 

 

 

 

Dia 6 – domingo - Cordilheiras

          Santiago está rodeada pelas cordilheiras, mas para quem quer se aproximar ainda mais ou até subir nas montanhas, existem várias opções de tours de um dia. Esses passeios também são uma oportunidade de ver neve se for próximo do inverno. Você pode ir até as estações de esqui Farellones e Valle Nevado, que mesmo quando não estão funcionando oferecem belas paisagens. Também tem o tour ao Cajón del Maipo, para uma vista das montanhas refletidas em águas azuis. Deixe para contratar esses passeios assim que chegar na cidade e confira suas especificidades de acordo com a época do ano.

 

 

 

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