Rio de Janeiro – natureza maravilhosa e desigualdade social

 

Quando ir: o verão pode ser bem quente, no inverno ainda faz calor, mas as temperaturas são mais amenas. Fica muito cheio de turistas na alta temporada, de dezembro a fevereiro, principalmente no réveillon e carnaval.

 

Quantos dias ficar: em uma semana dá para aproveitar bastante o Rio, mas sem conhecer tudo. No mínimo 6 dias inteiros.

 

Como chegar: tanto o aeroporto Santos Dumont quanto a rodoviária Novo Rio são ligadas ao metrô pelo VLT.

 

O que fazer: os lugares mais procurados são Cristo, Bondinho, Copacabana e Ipanema. Para quem busca natureza e trilhas há muitas opções.

 

Onde ficar: O Solar hostel (www.solarhostel.com.br) tem ótima localização em Copacabana com bom preço e ambiente agradável.

               

          A alcunha de cidade maravilhosa é controversa, para muitos o Rio de Janeiro não é tão belo assim. As paisagens paradisíacas de Copacabana contrastam com uma cidade marcada pela desigualdade. As riquezas naturais são inegáveis, basta uma caminhada pela orla e qualquer um fica encantado com as praias e morros. Mas uma olhada para o Rio de Janeiro que a maioria dos cariocas vivencia revela que essa beleza não é para todos. Os turistas são bem recebidos, mas enxergam uma imagem artificial. O Rio não é maravilhoso para quem sofre com discriminação, desapropriações, violência policial e falta de oportunidades e direitos básicos. Com a consciência da realidade do local que visitamos, podemos aproveitar o Rio de Janeiro sem perpetuar preconceitos.

 

                O Parque da Tijuca, que fica no meio da cidade, é uma enorme reserva natural com diversas opções de trilha. Eu sugiro uma olhada no site www.parquedatijuca.com.br, navegue pelo mapa interativo e descubra as melhores opções para você. As mais famosas são as trilhas ao Corcovado, onde fica a estátua do Cristo, à Pedra da Gávea, que oferece uma das vistas mais bonitas do Rio de Janeiro, e à Pedra Bonita, que fica próxima à da Gávea, mas tem a subida mais fácil. Outras opções de cartão postal são o Morro dois Irmãos, em Ipanema, e o Morro da Urca e Pão de Açúcar, que atraem também escaladores.

                Para visitar as atrações mais turísticas é sempre bom comprar as entradas antes, a maioria oferece ingressos pela internet. Em alta temporada e fins de semana esses lugares ficam sempre cheios. No Cristo Redentor é difícil tirar uma foto em meio a tanta gente e para subir na Pedra do Telégrafo forma-se uma fila.

                Andar pela cidade é bem fácil, o metrô não vai a todos os lugares, mas agora se liga ao VLT, uma espécie de trenzinho que vai ao Píer Mauá, aeroporto e rodoviária, e ao BRT na zona oeste, sistema de ônibus que corre em corredores com paradas definidas. Já o trem no Rio de Janeiro é uma atração à parte, mais cheio e demorado, reúne todo o tipo de vendedores ambulantes e artistas com os discursos mais criativos para arrecadar algum dinheiro. Os pontos de ônibus da zona sul também indicam quais ônibus vão aos diversos pontos turísticos. Com o Riocard dá para passar pela catraca de todos esses meios de transporte, e você pode pagar pelo período em que vai usar. Outra boa opção são as bicicletas compartilhadas. Em suas andanças pelo Rio, aproveite para comer no Hare Burger, rede de fast food vegetariano com opções veganas.

 

 

 

Rio de Janeiro dia a dia:

 

Dia 1 – sábado

 

Comece o dia no Largo do Machado e ande em direção à praia do Flamengo. Caminhe pelo calçadão até a praia de Botafogo e admire a vista do Pão de Açúcar. Depois siga até a praia vermelha. De lá você pode pegar o bondinho ou seguir pela Pista Cláudio Coutinho e depois uma trilha leve até o Morro da Urca. No topo do morro pegue o bondinho até o Pão de Açúcar e aproveite a vista ao entardecer.

  • Aterro do Flamengo

  • Trilha praia vermelha (pista Cláudio Coutinho) /Morro da urca + Bondinho (www.bondinho.com.br) + Pão de açúcar

     

Dia 2 - domingo

 

Reserve o dia para passear pelas famosas praias de Copacabana e Ipanema. Passe pela feirinha da praça General Osório e pelo Forte de Copacabana. Do Arpoador assista o sol se pôr atrás do Morro Dois Irmãos. Se quiser subir no Morro, a trilha começa no Vidigal.

  • Copacabana + Ipanema + Pôr do sol no arpoador + feirinha (Praça General Osório, domingos) + Forte de Copacabana (de terça a domingo e feriados, das 10h às 18h00)

  • Morro dois irmãos (entrada pelo Vidigal)

     

     

Dia 3 - segunda

 

Vá para a Pedra da Gávea logo cedo. A subida começa em um condomínio fechado na Estrada Sorimá, para chegar lá pegue um táxi a partir da estação Jardim Oceânico. A trilha é longa e bem íngreme, mas oferece belos visuais. O último trecho é a carrasqueira, onde é necessário fazer uma escalada simples, que nem todos encaram. Depois curta as praias da Zona Oeste. Você pode pedalar pela ciclovia e descobrir a Praia do Secreto e a Prainha ao fim da Praia da Macumba.

 

  • Pedra da gávea (8h as 17h entrada na barrinha, estrada sorimã)

  • Praias recreio/barra + Praia do secreto + Prainha

     

     

Dia 4 – terça

 

A barra de guaratiba fica bem longe do centro do Rio de Janeiro, ir até lá é praticamente uma viagem. Tem ônibus até a praia a partir do BRT Ilha de Guaratiba. Uma vez na praia, você pode começar a subir a partir da escadaria da Igreja Nossa Senhora das Dores. Os caminhos são um pouco confusos, mas os moradores podem te ajudar a se achar. A trilha começa em um carro abandonado e segue fácil até o topo. Lá em cima a vista é bonita, mas o principal atrativo é tirar fotos em cima da pedra que dá a ilusão de que você está na beira de um precipício. Depois, volte pelo mesmo caminho e siga na trilha em direção às praias mais vazias do Rio de Janeiro.

 

  • Pedra do telégrafo (barra de guaratiba, igreja N. S. das dores) + Praia das conchas + Praia do perigoso + Pedra da tartaruga + Praia do meio

     

     

Dia 5 – quarta

 

Visite o Museu do Amanhã, passeie pelo Píer Mauá e ande até a igreja Nossa Senhora da Candelária. Se quiser, conheça o Saara, centro popular de compras, e depois siga para o Real gabinete português de leitura, que parece aquelas bibliotecas de filme. Passe pelo teatro municipal e pegue o Bonde de Santa Teresa na rua Lélio Gama. Desça na parada Largo do Curvelo para conhecer o Parque das Ruínas, depois siga até o Largo dos Guimarães e volte. Ande até a escadaria Selarón, passando pelos arcos da lapa e depois curta a noite na Lapa.

 

  • Museu do amanhã (de terça a domingo, de 10h às 18h, www.museudoamanha.org.br)

  • Centro e Santa Tereza: Real Gabinete Português de Leitura (praça tiradentes, segunda a sexta 9h as 18h), teatro municipal (praça floriano, de terça a sexta-feira, às 12h, 14h, 15h e 16h. Aos sábados e feriados, às 11h, 12h e 13h), Escadaria Selarón (Rua Almirante Alexandrino), Parque das ruinas (Rua Murtinho Nobre, 169 terça a domingo, das 8h às 18h), Bonde de Santa Teresa (segunda a sábado, das 8h às 16h), Arcos da lapa

  • Saara (metrô Uruguaiana, rua da alfândega, sr. dos passos e Buenos aires)

     

     

Dia 6 – quinta

 

Passeie a pé ou de bicicleta pela Lagoa Rodrigo de Freitas e siga até o Jardim Botânico. Reserve um tempo para ficar lá dentro, pois é grande e bonito. Você pode conhecer também a cachoeira do horto e a vista chinesa. Depois visite o Parque Lage e de lá siga a trilha até o Cristo Redentor, no Corcovado. Você também pode subir de trem ou van, mas compre os tickets antes.

 

  • Lagoa Rodrigo de Freitas

     

     

  • Jardim botânico (De terça a domingo: das 8h às 17h) + Cachoeira do horto + Vista chinesa + Parque Lage (Diariamente, das 8h às 17h)

  • Cristo Redentor (www.parquedatijuca.com.br/corcovado)

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

 

                                                                                                                                                  

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