Mochileira vegana - consciência e alimentação na estrada

 

                Quando eu viajo a qualquer lugar, tenho como princípio básico o respeito. Como visitante, tento interferir o mínimo possível naquele local, observando, me adaptando às condões e fazendo um esforço para não causar impactos, tanto para o meio ambiente, como, principalmente, para a população. Acredito que seja um dever do turista evitar participar de atrativos que exponham animais à crueldade, destruam a natureza ou perpetuem desigualdades sociais.  

                Como viajante vegana, eu não costumo ter muita dificuldade para comer, pois já viajo preparada. Antes de tudo é bom pesquisar algumas palavras básicas no idioma do local que você vai visitar, como: carne, frango, peixe, ovo, leite, manteiga, ingredientes que você pode identificar e evitar quando for comprar comida. Além disso, também ajuda saber falar que você é vegetariano. É importante conhecer um pouco das tradições da culinária local, por exemplo, na Argentina, é comum encontrar grasa vacuna na composição dos biscoitos, que é gordura animal.

                Em cidades grandes normalmente é fácil achar restaurantes vegetarianos. Eu pesquiso bastante na internet e já vejo no mapa onde posso encontrar algumas opções. Já nas cidades pequenas, podemos ter mais problemas. Se eu não sei se o lugar vai ter mercados grandes, eu já me abasteço com alguns suprimentos, por exemplo arroz e feijão, que não são perecíveis e podem render diversas refeições. Também costumo carregar sempre comigo frutas, biscoitos e barrinhas de cereais. Para viagens longas, preparar alguns sanduíches pode quebrar um galho.

               

 

               Eu acho importante saber cozinhar, pois além de resolver várias situações, vai baratear muito a sua viagem. Quando eu estou em um lugar novo, gosto de experimentar todas as comidas típicas, mas nem sempre elas são veganas. Uma alternativa é conhecer os ingredientes locais e usa-los para cozinhar, outra maneira de sentir os sabores típicos e vivenciar os hábitos da população local. Viajar é estar aberto a novas culturas e sabores. Conhecer pequenos restaurantes tradicionais, também é uma maneira de incentivar a produção local. 

                Hoje em dia, o vegetarianismo está crescendo no mundo todo e cada vez fica mais fácil comer sem crueldade. Quando eu fui para a Bolívia, me avisaram para eu nem falar que era vegana, pois lá ninguém sabia o que era isso. Mas para minha surpresa, encontrei restaurantes vegetarianos e veganos em La Paz. Além disso, a alimentação boliviana é baseada em vegetais e grãos, foi o lugar que eu tive mais facilidade para comer até hoje.

                Em nossas escolhas alimentares, podemos equilibrar o respeito ao ambiente, animais e população local, com o respeito a nós mesmos, comendo de forma saudável. É muito importante se alimentar bem, principalmente em viagens longas. 

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