Mendoza – Andes, Aconcágua e azeitonas

 

Quando ir: o ano todo. Para ver os vinhedos carregados a melhor época é a da colheita da uva, de fevereiro a abril.

Quantos dias ficar: 2 a 3 dias.

 

Como chegar: de ônibus da Argentina desde Salta, Córdoba, Buenos Aires ou Bariloche. De ônibus do Chile, desde Santiago, é um caminho maravilhoso. A cidade também conta com aeroporto.

 

Onde ficar: no centro, ao redor da Plaza Independencia.

 

O que fazer: conhecer a rua das vinícolas em Maipu, visitar uma olivícola, passear pela cidade e seus parques e observar a Cordilheira dos Andes e o Cerro Aconcágua.

 

Transporte: dá para andar a pé pelo centro. Para pegar ônibus é necessário comprar e carregar o cartão red bus em lojas de conveniência.

 

Comida: a cidade é famosa pelas carnes, mas também tem suas opções vegetarianas como o ótimo Govinda.

 

                Mendoza é um destino incrível mesmo para quem não bebe vinho e nem come carne. A cidade encanta com suas avenidas largas, cheias de árvores e mesas nas calçadas. A minha sensação é a de que Mendoza é um meio termo entre cidade pequena e cidade grande, agregando as melhores características de ambas, acolhedora e moderna, tranquila e movimentada na medida certa. As pracinhas do centro reúnem moradores e turistas de dia e à noite e o enorme parque General San Martin abriga feirinhas, restaurantes e picnics ao redor do seu lago, floreiras e chafarizes.

 

 

               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

             Mesmo para quem não gosta de vinho, um passeio pelas vinícolas pode ser interessante. Eu queria ver as famosas paisagens das plantações de uvas com as montanhas nevadas ao fundo. Escolhi ir a Maipu, uma cidade próxima a qual se chega facilmente de ônibus. Lá a Rua Urquiza concentra várias vinícolas e assim que você chega pode alugar uma bicicleta para ir percorrendo o caminho. Há visitas gratuitas ou pagas, mas da própria rua mesmo já se pode observar as lindas paisagens.

 

                Não gosto de vinho, mas gosto de azeitonas e por isso quis fazer a visita à Olivícola Laur, que fica ao final da Rua Urquiza. É necessário agendar antes e pagar uma taxa. Eles mostram a plantação de azeitonas, o processo de produção dos azeites e ao final oferecem uma degustação. A mesa de pães, azeitonas, tomate seco e o oitavo melhor azeite do mundo com certeza vale a visita.

 

 

                Um pouco longe da cidade fica o Cerro Aconcágua, o mais alto das Américas. Mendoza é o ponto de partida para quem quer alcançar seu topo, mas para isso é necessário ter se planejado antes. Quem quer só observar a montanha pode pegar um ônibus bem cedo no terminal até o parque. Dependendo da época do ano há algumas trilhas curtas que se pode fazer, confira antes no site se estarão abertas: aconcagua.mendoza.gov.ar. Próximo da entrada do parque, seguindo pela estrada, fica a Puente del Inca, formação geológica criada pela ação das águas termais.

 

                Se tiver essa opção, escolha fazer o trajeto Mendoza – Santiago de ônibus. Eu iria fazer essa viagem de noite, mas meu ônibus foi cancelado porque a fronteira estava fechada por conta de mau tempo. O Paso Internacional Los Libertadores fica no meio da estrada, em uma região de clima bem hostil, e pode ficar fechado por vários dias. Para mim acabou sendo uma grande sorte, pois fiz a viagem durante o dia e pude contemplar esse trajeto maravilhoso. São muitas montanhas cheias de neve e os pontos altos são o Cerro Aconcágua e a subida de los caracoles.

 

 

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